Caminhada Meditativa
“Em Bodh Gaya, na Índia, há uma velha árvore bodhi que faz sombra em cada lugar onde se acredita que Buda sentou-se para meditar na noite da sua iluminação. Perto dali há uma trilha de cerca de 17 passos de extensão, onde Buda atenciosamente caminhou meditando depois de tornar-se iluminado, experimentando a bem-aventurança de um coração libertado.”
( Prana Yoga jornal – Out. 2008)
De acordo com John Cianciosi, Buda salientou a importância de desenvolver a atenção até mesmo quando estamos caminhando.
“Quando lemos contos sobre a vida dos monges nos tempos de Buda, vemos que muitos deles atingiram vários estágios de iluminação enquanto faziam a caminhada meditando.”
( Prana Yoga jornal – Out. 2008)

Então pessoal, temos aí um jeito novo (velho) de caminhar, meditando... É uma “boa pedida” para quando estivermos sem pique para fazer uma caminhada vigorosa e não queremos ficar sem fazer exercícios e também para quando quisermos aquietar nossa mente e temos dificuldade em meditar sentados.
É um excelente exercício para treinarmos a ter consciência na meditação e também para desenvolvermos a atenção no nosso dia-a-dia. Quando conseguimos nos concentrar no momento presente, ou seja, prestar atenção única e exclusivamente no que estamos fazendo tornamos nossa mente mais tranqüila e nos livramos da tão indesejada mente inquieta, o que, com certeza, trará uma sensação de paz e bem estar.
Um passo de cada vez: volte a atenção para você mesmo... entre em contato com o seu interior, concentre-se na sua respiração (perceba o fluxo de ar entrando e saindo de seus pulmões), perceba o contato dos seus pés com o chão, mantenha sua postura ereta, estável, com o seu olhar voltado para frente, porém, não perca a visão periférica, ou seja, não fique olhando para os lados. E... desligue-se dos ruídos – “não incomode o barulho com sua mente.” (Monja Cohen)
Bom, é isso aí... mas lembre-se: como em qualquer técnica de meditação e como tudo na vida você só se tornará hábil neste método se for persistente e disciplinado (não adianta fazer só de vez em quando). Procure também fazer com um certo desapego do resultado, sendo assim... a sua atenção será para a prática – simplesmente faça!
É uma tarefa bem simples, mas, estar em contato com o presente (com os pés bem apoiados no chão) te abre um leque de infinitas possibilidades e isso pode ser realmente libertador...
Um abraço fraternal à todos!
Namaste!!!
